sábado, 17 de janeiro de 2009


As raízes nodosas da figueira espalharam-se no templo ancestral do silêncio, devassaram o chão da margem e nutriram-se do rio dourado. E de tanto sepultar entardeceres nas camadas escuras de seu sudário vegetal, a figueira arde triste de dentro pra fora sem nunca porém se consumir.

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