
As fronteiras do reino,
o castelo de cartas,
o tempo desmoronado;
ante o que eu nao posso ver.
As fronteiras do reino,
o castelo de cartas,
o tempo desmoronado;
ante o que eu nao sei mais ver.
As fronteiras do reino,
o castelo de cartas,
o tempo desmoronado;
ante tudo o que eu nao quero ver.
As cartas e os poemas;
páginas rasgadas do que eu nao soube salvar.
Ao guardião zeloso do moinho
-meus versos azuis.
Ao guardião silente do moinho
-a bile de meus olhos.
Ao guardião cego do moinho
-todos os sonhos ressequidos.
Ao guardião paciente do moinho
-o meu silêncio repleto de ódio.
Aos olhos de rapina do tempo
-o medo silêncioso da espreita.
Ao lagarto voraz do moinho
-o eco lilás de meus sonhos.
Não soube guardar o que de mim nunca restaria
e nunca soube ter o que nunca me foi dado.
Um reino desmoronado
como um castelo de cartas;
um labirinto de espelhos
incendiado por fora.
A estrela que arde
e se consome em majestade.
O fogo que queima os livros de Deus;
e qeima, palavra por palavra, o Universo
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