terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Suas liturgias
e declarações ultra-oficiais de guerra;

Seus campos de trabalho forçado
(oceanos desolados de arame e concreto armado).

Suas lâminas de aço cirúrgico
-lâminas de ligas niqueladas.

Dédalos!Dédalos!
Harpas faústicas-
Trombetas tecendo o rizoma de apocalipses cintilantes
que escorrem no esqueleto de fibras subterrâneas.

Dédalos! Dédalos!
Ácido litúgico derretendo o gesso e a tinta,
Dissolvendo, sulfúrico, a imagem disforme e a face pura dos teus santos

a vã decodificação de estrelas é teu ultimo refúgio.

Dédalos! Dédalos!
O mármore reluzente de um saturno negro pesando em nossas cabeças;
A luz de um poema vermelho projetada em nossos corpos exaustos.

Dédalos!
Destilações sensórias em crepúsculos sincrônicos
nossos corpos inflamados - dois insetos na vidraça
- Um de cada lado.

Dédalos!Dédalos!
Passantes aos pés de arranha-céus azuis:
É preciso manter a ordem!
criar da exaustão a nova ordem.
Sermos sepultos no mel funério de holofótes
(efemérides de asas incineradas)

Pétalas lançadas na siderúrgica cratéra do mundo!
Pétalas lançadas na cratera escura,
fundo
fundo
...

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