domingo, 7 de dezembro de 2008


Sigamos então, à margem de todo o mistério, 
tocando a superfície límpida de tudo.

Por hoje apenas o que nos é permitido,
o que num instante de crepúsculo se desvela.

Andemos por nossa secreta estrada, 
sorvendo a cada passo, 
a alegria desse encontro.

Pisemos na areia branca, 
colhamos conchas, frutos novos,
por toda tarde distraídos;

alheios ao que transborda e não tem nome,
ao que na escuridão de nós é fonte.

Andemos de mãos dadas,
às margens do que, a um só tempo,
é fonte e córrego, chão e firmamento.

Caminhemos de mãos dadas, 
plenos da ensolarada alegria de estarmos juntos.

2 comentários:

Ariane Alves disse...

vc leu T S Eliot, canção a Alfred Prufrock?

a disse...

sim conheço esse texto