
Se quiserem que eu tenha um misticismo, está bem, tenho-o
Sou místico, mas só com o corpo.
A minha alma é não querer saber.
É viver e não pensar nisso.
Não sei o que é a natureza: canto-a
Vivo no cimo dum outeiro
Numa casa caiada e sozinha,
E essa é a minha definição".
(Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos)"
(...) o zen é um misticismo a seu próprio modo. É místico no sentido de que o sol brilha, que uma flor desabrocha e que neste momento ouço alguém bater um tambor na rua. O zen revela-se a si mesmo no meio da mais desinteressante e insípida vida do homem comum, que reconhece o fato de viver na vida, tal qual é vivida".(D. T. Suzuki, Opus cit.)
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