
... como se dissesse que Deus opera em nossos corações, silenciosamente... Como se dissesse, que um Deus silente opera de sua câmera mortuária, que o vázio opera misteriosamente em nossos corações lançados na vertigem, despetalando as reentrâncias do tempo em nossas dimensões mais íntimas. Caminho cambaleante, arratando minha sombra de mercúrio no chão de folhas mortas, no chão de pedras, vulto e canaletas umidas; arrastando a paisagem mutável de mim diante de meus olhos - Pólens jogados ao vento, se pudessem por um instante escolher? ... E se eu louvasse a farta colheita que escorre tao suculenta em meus campos que nem mil pássaros poderiam tragá-la, que amadurece até apodrecer na terra? e se louvasses o vertiginoso céu noturno? e bem dissesse do cansaço do corpo que se agarra parasitários em mim?... e meus pés como linguas a lamber o asperasfalto? e se me cegassem novamete? será que veria os milagres que jorram profusos nas tardes serenas cujas róseas pétalas derrama-se fêmeas e maternais? Será que a isso escolheria? O que calaria minha alma à deriva?
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