
Na minha cartografia interior
o oceano desaba no horizonte do absurdo.
Se luzes houver que além, no céu, oscilem;
são de estrelas há muito sublimadas.
Por mais que tente traçar linhas no papel,
para além das coisas que vejo,
O que traço são sempre as linhas de um projeto inútil.
Nem os corpos, nem as cartas,
nem as ultimas flores do adeus emergem do abismo,
Velhos marinheiros lançam fúnebres cânticos,
que se perdem sem ecos ou respostas.
Medieva cartografia, onde o abismo dilacera o oceano de minh’alma!
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