
As janelas abertas e as leves cortinas de algodão fechadas. Sobre a cama, ele, desperto, parece tentar escutar as sinfonias inauditas dos astros no esforço vão traçar caminhos que desenhem novas constelações. Templário cujo coração é a rosa dos ventos, olha as coisas ao redor, a desorganização intima do quarto, embrenha-se nos caminhos de memórias e afetos que cada vulto lhe convida. Vela o sono dela em silêncio. Adormecida em sua crisálida de pétalas ela guarda sob as pálpebras oceanos amnióticos e sobre pele, o mormaço do cansaço e do prazer. Num movimento sonolento ela abre os olhos lhe dá um pequeno beijo ajustando-se comodamente em seu peito, ele sente seus cabelos espalhando-se sobre seus ombros, acaricia-os ate ela voltar a dormir serena.
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